A empresa que patrocinava um bingo televisvo chamado Poti da Sorte, através de títulos de capitalização, foi alvo de operação da Polícia Federal nesse domingo (8), era uma continuidade das empresas Piauí Cap e Poti Cap, em uma espécie de sucessão fraudulenta, segundo o delegado Marco Antônio Flávio, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz). A empresa foi alvo da Operação Aleatorius.
Em entrevista a imprensa nesta segunda-feira (9), o delegado informou que a Poti da Sorte é uma continuidade das empresas Piauí Cap e Poti Cap, passando por mudanças no quadro societário e alteração na nomenclatura, visando, supostamente, burlar a fiscalização da Receita Federal.
“Utilizaram sócios diferentes, os sócios da anterior não bateram com sócios dessas. Sempre coincidia um ou outro, mas não eram os mesmos sócios, mas têm ligação. É uma continuidade. É uma forma de burlar a investigação, de burlar a fiscalização do Ministério da Fazenda. Eles tentam de todas as formas alterar o quadro societário, alterar o nome, passou de um nome, depois para outro, depois para outro, na continuação sempre são as mesmas pessoas, muda uma ou outra, para tentar desmistificar, tentar desvirtuar a atividade criminosa”, explicou o delegado
Ainda conforme a autoridade policial, a Poti da Sorte não tinha autorização para realizar sorteios de grandes prêmios. “A empresa tinha autorização para fazer sorteios de pequena monta, no máximo uma motocicleta, mas estava fazendo grandes sorteios de valores elevados. Constatou-se que não havia declaração de valores, lavagem de capitais por parte dos sócios e a gente deflagrou essa operação”, explicou a autoridade policial.

Dinheiro apreendido
Um dos sócios da empresa guardava R$ 600 mil em espécie na sua casa. “Foram apreendidos 850 mil reais, veículos, documentos, celulares e mídias que confirmam o que a gente já suspeitava. Na casa de um dos gestores foi encontrado 600 mil reais em uma mala em cima de um armário. Como a própria empresa não declarava os valores, os sócios e esse gestor não declaravam os valores”, completou o delegado Marco Antônio.
Os nomes dos sócios investigados não foram revelados pela PF. Eles tiveram as contas bancárias bloqueadas, em valor que ultrapassa R$ 1 milhão.