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Teresinenses ficam sem ônibus de novo nesta quinta-feira, 28
Motoristas e cobradores iniciam nova paralisação no transporte coletivo em Teresina

Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina decidiram inicar uma greve por tempo indeterminado, a partir das 0h desta quinta-feira (28). A decisão foi tomada na manhã de hoje (27), em assembleia na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro). 

Entre as pautas do movimento, está a defesa pela assinatura da convenção coletiva da categoria, que estabelece o regramento sobre a jornada de trabalho de motoristas e cobradores. 

"A gente já tinha tirado esse encaminhamento há 15 dias atrás. Naquela assembleia, apontamos para a necessidade de paralisações para que a sociedade compreendesse o nosso lado. No acordo que a prefeitura fez com o Setut, ficamos de fora. Estamos na mesma situação, com nossos salários totalmente foram da convenção, jornada de trabalho totalmente desregulamentada. isso nos levou a tomar a decisão por unanimidade. Temos que lutar pela nossa convenção, porque ela que vai dar a segurança do nossos salários, dos nosso benefícios”, explicou o presidente do Sintetro, Ajuri Dias. 

Ainda de acordo com o presidente do Sintetro, a greve só deverá ser encerrada com a assinatura da convenção coletiva. "Estamos de greve a partir de amanhã, com esse objetivo principal. Na hora que assinarmos a convenção coletiva de trabalho, suspendemos qualquer movimento", destacou

Momento da decisão dos motoristas

Durante a greve, apenas 30% da frota determinada em ordem de serviço deve circular. O restante dos veículos ficarão nas garagens. 

Empresários questionam

Os empresários do transporte coletivo seguem questionando as pautas defendidas por motoristas e cobradores. A advogada Naiara Moraes, consultora jurídica do Setut, defende que os pontos acordados com os trabalhadores estão sendo cumpridos, mas as empresas precisam de tempo para conseguir estabilizar a situação. 

“Os empresários deram cumprimento a tudo que foi exigido no acordo. Eles fizeram o pagamento da parcela dos trabalhadores, correspondente a R$ 721 mil no valor de tíquete e plano de saúde devido desse recurso de 2020 que está sendo pago agora. Fora isso, há o compromisso que está sendo cumprido de atualização da folha salarial. É claro que esse compromisso financeiro de parcelamento da entrada foi em três meses. Então, é dentro desses três meses máximos que a gente vai ter esse processo de estabilização. A data base dos trabalhadores só é em janeiro, então não adianta a gente exigir muito porque é preciso que o sistema respire, oxigenize, venham esses recursos e retorne", disse. 


Sempre quem "paga o pato" é o trabalhador

Naiara Moraes ainda aponta disputas internas no Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro). "É a primeira vez que o sindicato laboral em quase trinta anos tem uma chapa de oposição. Então é preciso que a gente não confunda as coisas e tenha a compreensão de que todo mundo esta fazendo a sua parte. Mas, que a gente trabalhando numa situação de legalidade de greve, a gente atrapalha toda o desenvolvimento e a retomada do transporte”, completou Naiara Morais.

portal cidadeverde.com

 




 

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