Seis policiais suspeitos da morte de gerente do BB em assalto são ouvidos em audiência

Mais de quatro anos após a morte de Admyston Rodrigues Alves, a Justiça realiza nesta quarta-feira (7) a primeira audiência de instrução do julgamento dos seis policiais suspeitos de participação no crime. A vítima era gerente do Banco do Brasil e foi assassinada durante um tiroteio entre assaltantes e a Polícia Militar, em Miguel Alves, Norte do Piauí.

A sessão mediada pelo juiz Sérgio Roberto Marinho ocorre no Fórum de Miguel Alves e deve encerrar somente a tarde. Segundo a assessoria da promotora Liana Lages, titular do caso, além dos suspeitos, uma pessoa feita refém durante o assalto e outras duas testemunhas também serão ouvidas.

"Na audiência de instrução, o juiz decidirá se os réus irão a júri popular. Todos eles já respondem em liberdade por homicídio doloso e tentativa de homicídio. Apenas o tenente-coronel Erotildes Messias de Sousa Filho foi excluído deste julgamento, pois o processo dele será encaminhado à auditoria militar", explicou a assessoria da promotora.

Entenda o caso
No dia 30 de abril de 2013, assaltantes invadiram a agência do Banco do Brasil de Miguel Alves, a 113 km de Teresina. Os criminosos levaram reféns e durante a fuga deram de frente com uma barreira da PM, onde houve o confronto. O gerente e três suspeitos morreram durante a troca de tiros com a polícia.

  Veículo usado na fuga dos assaltantes (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Veículo usado na fuga dos assaltantes (Foto: Patrícia Andrade/G1)Conforme o inquérito policial, o tenente-coronel tem responsabilidade penal, já que foi dele a decisão de manter as barreiras que incitaram a troca de tiros entre os criminosos e a PM, que culminou com morte de Admyston. Eroltildes foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo o delegado Higgo Martins, da Delegacia de Homicídios, o gerente foi usado como escudo por um dos assaltantes que estava no banco dianteiro do passageiro. "A vítima foi colocada sobre as pernas do criminoso e levou dois tiros. Nenhum tiro foi efetivado na traseira do veículo, pois os policiais sabiam que havia um refém dentro dele", disse.

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