Polícia conclui inquérito e indicia 27 por fraude no concurso da Polícia Civil

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) concluiu o inquérito da Operação Infiltrados, que apura a fraude no concurso público de agente da Polícia Civil, realizado em 2012. Ao todo, 27 pessoas foram indiciadas e denunciadas nesta sexta-feira (9) à Justiça. 

O delegado Kleydson Ferreira, informou ao Cidadeverde.com que, dentre os 27 indiciados, 14 são agentes da Polícia Civil. Os outros suspeitos são professores, advogados, concorrentes que se beneficiaram com fraude, um estudante de medicina e um perito médico. 

“Cada um teve um indiciamento diferente. Alguns por organização criminosa e outros por fraude”, explica o delegado Kleydson. Os suspeitos aprovados no concurso teriam pago pelo gabarito e também contribuíram para a difusão da venda. Na época, o valor era dez vezes o salário de agente que era de R$ 2.500, pagando R$ 25 mil.

Além de terem participado da fraude em benefício próprio, alguns dos policiais davam apoio à organização criminosa realizando cobrança dos valores acertados com candidatos aprovados em outros certames também por meio de fraude. 

Entre os policiais indiciados, dois continuam atuando na Polícia Civil, mais especificamente na Central de Flagrantes de Teresina. Nesta semana, o delegado geral Riedel Batista contestou  a volta dos agentes aos quadros da polícia. 

No mês passado, a Justiça soltou 15 presos preventivamente na Operação Infiltrados e  foram impostas medidas restritivas a eles. Somente 7 , dos 22 presos no início da operação continuam detidos de forma preventiva. 

A Operação Infiltrados analisou os três concursos da Polícia Civil, realizados em 2012  para agente de polícia, escrivão e delegado. Segundo o delegado Kledyson Ferreira, foi constatada a fraude apenas no de agente.

Ministério Público 

O promotor Jorge Luiz da Costa Pessoa, da 53ª Promotoria de Justiça, ofereceu a denúncia à Justiça. A peça, de 58 páginas, ressalta que os suspeitos beneficiaram a si próprios e aos outros concorrentes com a fraude. 

Na denúncia, o promotor destaca um laudo feito pelo Instituto de Criminalística que mostra que a probabilidade de 10 candidatos terem gabaritos idênticos é "praticamente impossível". 

O promotor ressalta também o professor Cristian Santiago como principal membro da organização criminosa, mentor da fraude. Ele já havia sido preso nas outras operação que investigam fraudes em concursos públicos- Veritas e Vigiles. 

Caso a Justiça aceita a denúncia da promotoria, os suspeitos viram réus.

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