Ceará alerta sobre peste bubônica na divisa com o Piauí, mas nega casos da doença
O causador do mal, o rato

Em nota técnica publicada dia 12 de junho, a Secretaria de Saúde do Ceará alertou profissionais de saúde para o risco de surgimento de casos da peste bubônica – doença infecciosa, transmitida por picadas de pulgas infectadas, encontradas primordialmente de roedores, como camundongos e até capivaras.

Segundo a nota técnica, a entre as áreas de risco estão municípios cearenses na divisa como o Piauí, na Serra da Ibiapaba: Carnaubal, Croatá, Guaraciaba do Norte,Ibiapina, São Benedito, Tianguá, Ubajara, Viçosa do Ceará e Ipu.

Em outra região cearense que faz divisa com o Piauí, a Chapada do Araripe, há possibilidades de focos da doença, conforme a nota técnica. Nessa região ficam os municípios de Araripe, Assaré, Campos Sales, Potengi e Salitre. Somente Campos Sales está na divisa dos dois Estados, limitando-se com Pio IX.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará em sua nota técnica, na região Nordeste do Brasil, os casos de peste humana ocorreram nos Estados do Ceará e Paraíba. Na década de 1980 foram notificados 76 casos, com três óbitos.

Entre 1994 e 1997, o Ceará notificou e confirmou laboratorialmente três casos de peste humana, todos eles em cidades da região da Serra da Ibiapaba, divisa com o Piauí. Dois dos casos foram confirmados por exame sorológico em Guaraciaba do Norte e um por isolamento da bactéria, em Ipu.

O último caso de peste humana no Estado foi confirmado por exame sorológico em 2005, no município de Pedra Branca, no Centro do Estado,

A nota técnica recomenda atenção para eventuais casos de peste em municípios das regiões da Serra de Baturité, Serra da Pedra Branca, Serra do Machado, Serra das Matas e Serra de Uruburetama; Sul do Ceará/Oeste de Pernambuco.

A bactéria Yersinia Pestis, que transmite a doença é a mesma da peste negra, que matou milhões de pessoas na Europa durante a Idade Média.

Em nota em sua página na internet, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) esclarece que a Nota Técnica de Peste Humana se refere ao trabalho de vigilância e prevenção à doença e não sobre casos existentes.

A Sesa nega que o Estado esteja sob risco de peste negra, além de não ter casos de peste bubônica desde 2005. “O alerta é para os profissionais continuarem a realizar o trabalho de prevenção e controle desta, como também de outras doenças, e assim, evitarem o reaparecimento de casos no Ceará”.
Diz ainda a Secretaria de Saúde que a publicação de notas técnicas faz parte da rotina de controle epidemiológico, servindo a atual nota técnica como “documento de atualização da conduta dos profissionais e uma forma de lembrá-los que é importante manter a vigilância epidemiológica o ano inteiro”.

“Trata-se de uma rotina comum para o controle epidemiológico, considerando ainda que há a rotatividade dos profissionais de saúde. Por isso é fundamental manter as equipes atualizadas e lembrar a todos os profissionais sobre o trabalho de prevenção e controle epidemiológico”, finaliza.

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