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Guedes aumenta quórum dos irresponsáveis

Ministro volta a citar o AI-5 como solução o Brasil

A começar pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, todo o restante da sua equipe de ministros, assessores e parlamentares é de psicopatas e desequilibrados cultural e emocionalmente. Dizem coisa com coisa intempestivamente e fora de hora, provocando ainda mais a ira dos descontentes com a aberração das conversas e propostas.

As falácias da sua equipe, que segue o mesmo diapasão do seu presidente, nada trás de agregador ao combalido povo brasileiro. Suas bravatas dispersam ainda mais seus eleitores, que na grande maioria, já se decepcionou ao elegê-lo. A começar por seus filhos, Bolsonaro completa a insatisfação.

Para completar a lista dos absurdos, surge agora o ministro da Economia, Paulo Guedes, com sugestão da volta do AI-5, e a irresponsabilidade de afirmar que o aumento do dólar não mete medo e é um caso normal para o país, que no momento mantém uma inflação abaixo dos 3%. Um ministro da pasta mais importante do governo dizer tamanha afronta, ou é doido ou está iniciando o processo de loucura.

Apesar dos erros de concordância do apresentador,
assista ao vídeo do recado dos EUA ao Brasil

Os motivos

O dólar comercial teve nova alta frente ao real na terça-feira, 26, e fechou na sua maior cotação da história. A moeda americana subiu 0,6%, atingindo o patamar de 4,24 reais para a venda, tornando-se, assim, o valor mais elevado desde o início do Plano Real. O recorde anterior era de segunda-feira, quando bateu nos 4,22 reais. A escalada foi influenciada após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer não estar preocupado com a alta e que “é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo”. A fala de Guedes foi recebida com pessimismo pelos investidores.

De acordo com o ministro da Economia, é preciso que o país se acostume com o patamar alto da moeda, que é uma consequência de uma mudança na política econômica brasileira, com juros mais baixos e câmbio de equilíbrio alto, ainda não compreendida pela maior parte da população. “O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele (dólar alto) está causando. Vamos exportar um pouco mais e importar um pouco menos”, afirmou o ministro, nesta segunda, em Washington.

Paulo Guedes também foi duramente criticado por dizer a jornalistas do evento que “não se assustem se alguém pedir o AI-5” diante do cenário político de polarização proposto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Real desvaloriza e dólar sobe acima do limite esperado

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que “há prós e contras” no fato de o dólar ter alcançado novo valor nominal recorde. “Se você for analisar na ponta da linha, tem vantagens, prós e contra no dólar a 4,21 reais como está agora”, afirmou o presidente, na saída do Palácio da Alvorada. “Espero que caia (a cotação da moeda), torço, assim como torço para que caia a taxa Selic, torço para que aumente a nossa credibilidade no mundo”, acrescentou.

Diante da crescente alta, o Banco Central anunciou leilão extra para vender a moeda americana à vista nesta terça-feira. A operação do BC ocorreu por volta das 11h e não foram divulgados os montantes ofertados. Conforme a instituição, a taxa de corte do leilão foi de 4,2320 reais. Mais cedo, o BC promoveu operação de venda à vista de dólares e de swap cambial reverso, que equivale à venda de dólar no mercado futuro.

Logo após a ação do Banco Central, o dólar desacelerou para o patamar de 4,24 reais. Antes, tinha chegado à máxima de 4,2744 reais. “O Banco Central deu um recado, vendo o que está acontecendo. Não é porque o Guedes falou que o dólar vai ficar alto que vai ficar por isso mesmo”, disse Jefferson Laatus, sócio e fundador do Grupo Laatus. “O BC mostrou estar disposto a usar as ferramentas disponíveis para controlar a volatilidade.” E acrescentou: “O mercado, depois da fala do Guedes, quer testar quais são os patamares que incomodam o Banco Central. E teve, nessa venda de dólares à vista, um recado do BC”.

 




 







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