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Vacinação Covid-19 no Piauí pode demorar até 6 anos para o término



As autoridades especializadas em saúde pública garantem que pelo ritmo da vacinação no Piauí, a previsão do término é de no mínimo seis anos. Com a lentidão em todo o país, o Piauí é um dos mais lentos pela falta de vacias e determinação do governo.

O que dizem os especialistas é que as únicas maneiras de se evitar que a situação, que já se encontra crítica, piore cada vez mais, é o isolamento social o uso dos equipamentos individuais de proteção (máscara e álcool em gel) e a vacinação da população em uma quantidade suficientes para que o contágio com o coronavírus desacelere.

Um ano depois dos primeiros casos de covid-19 terem sido registrados aqui no Piauí, o Estado contabiliza números alarmantes. De acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), o estado fechou no final de semana passada, com 192.786 casos confirmados de covid-19 e 3.802 óbitos.

É como se ao longo do último ano (de meados de março de 2020 a meados de março de 2021), o Piauí tivesse registrado uma média de 528 contaminações por dia, 22 por hora e 10,4 mortes a cada intervalo de 24 horas. E se por um lado, a contaminação acelera, por outro, a vacinação parece ainda seguir em marcha lenta.

De acordo com os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Piauí possui no momento 130.743 pessoas vacinadas com a primeira dose e 42.775 vacinadas com a dose de reforço. Isso corresponde a 5,44% da população imunizada com a primeira vacina e 1,78% imunizada com a segunda.

Mas o que preocupa é que, segundo a Fiocruz, se continuar com atual velocidade de vacinação, o Piauí vai demorar 2 anos e 9 meses para imunizar com a primeira dose toda sua população acima de 18 anos; e 5 anos e 8 meses para imunizar todos os piauienses acima de 18 anos com a segunda dose. Ou seja, o Estado deve demorar quase seis anos para conseguir vacinar efetivamente toda população contra a covid-19. O Piauí vai demorar quase 6 anos para vacinar toda a população com 2ª dose.

O intervalo de tempo aumentou desde a medição feita no mês passado para o Piauí, quando o estado demoraria pouco mais de quatro anos para imunizar todos os seus habitantes acima de 18 anos. A justificativa para isso, segundo a Fiocruz, é que a campanha de vacinação desacelerou em todo o país e aqui no Estado não foi diferente.

Para se ter uma ideia, no início de março, houve um dia que o Piauí imunizou 7.721 pessoas com a primeira dose. No dia de ontem (20) apenas 684 foram imunizadas no Estado com a primeira dose.

Um dos fatores que têm colaborado para essa desaceleração nas campanhas municipais e estaduais de vacinação, segundo a Fiocruz, é a inconstância e a demora no envio de vacinas aos estados e municípios por parte do Ministério da Saúde e a demora na aquisição de novas doses juntas aos fabricantes.

"A gente acha que nunca vai acontecer com a gente" O pai do estudante de Psicologia Augusto Brito passou 20 dias internado lutando contra a covid-19. Foram nove dias entubado, duas paradas cardíacas e pelo menos 80% do pulmão comprometido.

Para os familiares, que acompanhavam de perto a batalha do sr. Manoel Vieira pela vida, os dias foram de angústia, medo e apreensão. E no período em que se vive, bombardeado de notícias ruins e tragédias atrás de tragédia, ficava difícil pensar em um desfecho feliz para a situação. "Aquela agonia, aquela pressão, ansiedade, aquele medo de não saber se seu familiar vai voltar pra casa, se a notícia de amanhã vai ser boa, se vou poder compartilhar momento ainda com aquela pessoa.

A gente tende sempre a pensar coisas ruins e você só sabe mesmo que vai demorar quase 6 anos para vacinar toda a população com 2ª dose. A gente acha que nunca vai acontecer com a gente, até acontecer. Aí sim você cai a ficha e de que realmente esse vírus existe e que ele não escolhe quem quer pegar. Quando chega na gente ou em alguém próximo, é que impacta e não é bom. “É desesperador”, diz Augusto.

Sr. Manoel conseguiu vencer a covid-19, conseguiu voltar para casa, mas os momentos de dor e apreensão vividos pela família ficaram de alerta: é preciso seguir as medidas de biossegurança e garantir que nós mesmos e quem está próximo não corra risco: "Fiquem em casa e usem máscara.

A gente reclama que incomoda, mas imagina ter um tubo entrando pela traqueia e tendo aquela dificuldade para respirar. Imagina lutar por um leito de UTI e pelo direito de viver. É muito mais confortável você se prevenir", finaliza Augusto.




 







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