Brasil e STF se tornam verdadeiro bacanal de interesses
Uma família de coronéis do Mato Grosso ganhou uma cidade inteira de presente, e o chefe dessa família é o ministro do STF Gilmar Mendes, e pouca gente sabe da história por trás desse cara. A família do Gilmar manda numa cidade chamada Diamantino, há quase 100 anos, desde a República Velha.
O avô do Gilmar foi prefeito, o pai do Gilmar também foi prefeito, e hoje, quem que é o prefeito de Diamantina? O irmão caçula do Gilmar. Esse irmão se chama Chico Mendes, tá no terceiro mandato e declarou 56 milhões apenas em fazendas.
E a cunhada do Gilmar tem uma secretaria na prefeitura de Diamantina. É a família dele inteira mamando no dinheiro público. Para você ter ideia, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso deu de presente ao ministro, uma área equivalente a 500 campos de futebol. 5 mil hectares de área pública, doada pra um ministro do Supremo.
Em qualquer país sério, isso seria um escândalo enorme. E os vizinhos das propriedades da família Mendes acusam a família de tomar a terra de pequenos produtores à força. Um coronelismo puro.
E no ano de 2008, a oposição venceu a eleição em Diamantina, em cima do irmão do Gilmar. E você sabe o que aconteceu? O prefeito eleito foi caçado e devolvido ao cargo três vezes em dois anos. Manobra jurídica pura para conseguir afastar a oposição à família Mendes.
O povo elegeu, mas o coronel mandou tirar. Essa é a democracia que o Gilmar Mendes diz defender no STF. Mas quase ninguém lembra que quem fez o Gilmar ficar gigante no STF foi o Lula, (que nomeou na época o Gilmar para o Conselho Nacional de Justiça.
E agora lançaram uma nova cidade, no Mato Grosso, apenas para homenagear o Gilmar Mendes enquanto ele estiver vivo. O apelido oficial da cidade é Gilmarlândia. Isso não é meme, não é piada, é verdade.
A própria constituição que o STF diz defender proíbe uma cidade, um bem público, de ter nome de uma pessoa viva.
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Mas aparentemente essa regra não vale para o Gilmar, por demais conhecido como ministro que blinda bandido.
Ele mesmo desarquivou no STF um processo que livrou o Toffoli de ser investigado pelo caso do Banco Master.
Por isso a CPI do crime organizado pediu o indiciamento do Gilmar. Mas às vésperas da votação, o governo conseguiu trocar dois senadores que votariam favorável ao indiciamento. E ele não foi indiciado. É o PT protegendo o coronel e os coronéis protegendo o PT.
Essa é a lógica de quem manda na política brasileira.
A críticas afloram
João Victor Mattos Leão Bettega, autor dessa denúncia, é um empresário, influenciador digital e político brasileiro radicado em Curitiba. Eleito vereador pela capital paranaense, ganhou notoriedade como criador de conteúdo político nas redes sociais.