Para a maioria do povo brasileiro, inclusive o respeitado advogado e jornalista Tiago Pavinatto, Flávio venceu o debate da Rede Globo por 9 a 1 contra Lula. Eis a explicação para o dilatado placar:
“Flávio recebe nota 9: sete pontos pela oratória — correção gramatical, linguagem acessível, vocabulário respeitoso, fluidez, dicção, tom de voz, pertinência temática e organização cronológica — e dois pela postura paciente e pacífica.
Não chegou a 10 por abusar do ‘eu prometo’, embora seja difícil evitar a expressão em um debate político, sobretudo no segundo turno. Começou mal, mas percebeu isso rapidamente e abandonou o estilo de preleção à moda de Tarcísio de Freitas que marcou sua fala inicial.
Lula recebe nota 1, exclusivamente pelo vigor físico demonstrado aos 81 anos — mérito real de quem se mantém plenamente apto, física e mentalmente, para debater.
Fora isso, seu desempenho foi catastrófico. Mesmo com o auxílio evidente do mediador César Tralli — fosse por deferência, temor reverencial, patronal ou misericórdia mesmo —, não administrou bem o tempo de fala, recurso que dominara em 2022.
Também ignorou a regra de regionalidade do primeiro bloco: formulava perguntas genéricas e apenas acrescentava, ao final, expressões como ‘no Sudeste’ ou ‘no Rio Grande do Sul’. Em todos os blocos, prejudicou a tréplica do adversário ao introduzir novas perguntas durante a réplica e abusou da afirmação ‘ele não respondeu’.
Quanto ao português, dispensam-se comentários… Lula ainda recorreu a ofensas, pronunciadas em tom agressivo, em meio a um discurso fragmentado, hesitante e pouco claro. Tudo isso sem mencionar o tal ‘GÚGU’.”
Perfeito!
ALGUÉM ANOTOU A PLACA?
O último debate presidencial na TV Globo, na avaliação deste articulista, evidenciou um contraste entre os dois candidatos: enquanto Flávio Bolsonaro demonstrou segurança e preparo, Lula insistiu em discursos sobre o passado e encontrou dificuldades para apresentar propostas para o futuro do país.
Em diversos momentos, Lula pareceu perdido nos próprios temas do debate, necessitando de orientações do mediador César Tralli para retomar a discussão. Quando pressionado, recorreu a referências ao Google, numa postura que, em vez de fortalecer seus argumentos, transmitiu a impressão de falta de repertório.

Lula só debochou e criou mentiras sobre seu adversário. Nenhuma vantagem.
Um dos momentos mais curiosos ocorreu quando Lula tentou desqualificar o desempenho do adversário, afirmando que Flávio havia estudado, mas apenas decorado as respostas.
Desde quando estudar e se preparar para um debate presidencial virou defeito?
Flávio Bolsonaro, por sua vez, também demonstrou disposição para reconhecer erros. Pediu desculpas pela referência aos nove dedos de Lula e admitiu ter cometido um equívoco em uma votação durante seu mandato como deputado estadual.
O reconhecimento dos próprios erros, longe de representar fraqueza, pode ser interpretado como demonstração de maturidade política.
Na avaliação deste articulista, o resultado foi um verdadeiro atropelamento político. Flávio apresentou-se como um candidato preparado para discutir os desafios dos próximos quatro anos, enquanto Lula pareceu excessivamente dependente de referências ao passado.
O Brasil precisa discutir o futuro, não permanecer refém de disputas antigas.
Chega de olhar pelo retrovisor. O país precisa olhar para a frente.
E, depois desse debate, fica uma pergunta: quem realmente demonstrou estar mais preparado para governar o Brasil?