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Bibelô: o primeiro travesti de Teresina fica na lembrança

Bibelô: uma história de saudades

João Vieira de Sousa - pelo menos é o que se sabe sobre o nome do mais conhecido travesti de Teresina - apelidado pela galera que gostava de uma fuçadazinha, como Bibelô. Na época, os adolescentes que se aventuravam em uma traquinagem viçosa, o chamavam de “viado”, pois ainda não havia a sintetização do gênero.

Bibelô, homem de poucas posses, que vivia de pequenos serviços domésticos nas casas de pessoas que confiavam na sua inofensividade, tinha um corpo frágil e magro, mercê do sofrimento para sobreviver. Adorava quando era chamado de Bibelô, ou menina. Não mexia com ninguém, mesmo se havia interesse em algum “bofe”, que na época se chamava de tarado.

Andava sempre com um pano enrolado na cabeça, uma espécie de turbante para esconder a calvície. Sempre de calça masculina, mas uma camisa de mulher. Pele escura e bigode, não escondia sua feminilidade, embora ficasse muito macho ao ser tratado com deboche e discriminação. Atencioso, sempre atendia a todos que o procuravam para resolver qualquer problema de autoajuda.

Vestia-se com as roupas que ganhava dos amigos. Quando chegava o carnaval, Bibelô conseguia um vestido velho de alguém e se esbaldava na Avenida Frei Serafim fantasiado de mulher, com maquiagem fora dos padrões, pois não tinha senso de ridículo e queria tão somente, mostrar seu lado feminino.

Era aplaudido quando passava. Assim como a eterna rainha do carnaval na década de 1970, a Nicinha, empolgava pela performance do absurdo. Bibelô morreu no ano de 1998, vítima de infarto, ao ser encontrado em um cômodo no fundo de uma casa, cuja família o acolhera na Piçarra, bairro da zona Sul de Teresina. Saudades de mais uma joia do anedotário folclórico de Teresina, personalidade popular.

Vilson santos
JORNALISTA




 







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