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Secretário da Segurança cobra políticas públicas

Secretário diz que falta de políticas públicas produzem marginais

 Secretário da Segurança Pública do Piauí cobrou mais segurança pública aos cidadãos devido ao aumento da criminalidade em todo o Estado, que sofreu com mais assassinatos e o crescimento de facções criminosas em territórios como Teresina e o litoral do Estado, com mais intensidade em Parnaíba. O secretário coronel Rubens Pereira, afirmou que é necessário contar com políticas públicas para que os jovens não se sintam atraídos pelo crime organizado.

Rubens Pereira, que já foi comandante-geral da Polícia Militar do Piauí (PM-PI), assumiu a Secretaria de Segurança Pública em junho de 2020, com a saída do deputado federal Fábio Abreu (PL). O coronel destacou ações que visam ser realizadas em 2022, para dar continuidade ao projeto de combate as facções criminosas e diminuir os índices de violência no Estado. E disse que é preciso que o Piauí tenha políticas públicas com o objetivo de afastar a juventude da criminalidade.

“Para 2022 estamos idealizando o Copom Social [Centro de Operações Policiais Militares] porque 80% das ocorrências que chegam pelo número 190 são ocorrências que não são ligadas diretamente a violência que a polícia tem que atuar, mas se a gente não cuidar elas tendem a desencadear violência. Também temos a necessidade de promovermos outras políticas de atenção a essa juventude que está sem fazer nada ou desocupada, porque se o Estado não se faz presente com políticas que façam a atração desses jovens, o crime organizado vai atrair. A grande causa dessa violência é essa ganância que se vive, esses imediatismos e esse materialismo que a gente vive para o qual a gente não tem uma vacina”, destacou o secretário.

Força Tarefa entre órgãos de Segurança Pública

Uma realidade que o Piauí passou a viver, ao longo dos últimos anos foi a ascensão de facções, o que causou um aumento assustador em ações criminosas, principalmente com assaltos e homicídios. Tais dados, fizeram com que o Estado realizasse uma parceria entre forças de Segurança Pública, onde foi criada uma Força Tarefa envolvendo Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar, que atua principalmente em Parnaíba, a segunda maior cidade do Piauí, que vive um medo em relação à segurança.

“As facções são uma realidade que o Sudeste já vivenciou, e o Anuário da Segurança Pública mostrou no final do ano passado a migração da atuação dessas facções tomando de conta desse mercado do tráfico no Nordeste do país. Então, é preciso analisar por esse ângulo para podermos tomar as medidas que são necessárias nesse contexto. Lá em Minas Gerais, Espirito Santo e Rio Grande do Sul, eles tiveram essa ideia de criar uma Força Tarefa articulada entre os órgãos que fazem o sistema único de segurança pública. Então, nós fizemos isso aqui também”, acrescentou o coronel.

Ainda conforme Rubens Pereira, a intenção dessa junção é fazer com que se possa contar com essa Força Tarefa em outras regiões do Piauí, à medida com que a criminalidade apresente índices que afrontem a segurança da população.

“A Força Tarefa está instalada nesse momento na cidade de Parnaíba e o nosso trabalho está surtindo efeito, já prendemos várias pessoas, mas os resultados não são a curto prazo demora um pouco. Nós não estamos baixando a guarda, se surgir demanda podemos criar essa Força Tarefa em outras regiões do Estado”, pontuou Rubens.

Combate integrado do Nordeste contra facções

Em abril deste ano, o coronel Rubens Pereira foi escolhido para ser o coordenador da Câmara de Segurança do Consórcio Nordeste. Atualmente, como uma meta para 2022, esse grupo, formado pelos secretários dos nove estados da região, busca uma integração para se ter mais resultados no combate a grupos criminosos no Nordeste, envolvendo principalmente uma comunicação entre entes federativos e chefes de inteligência.

“Nós também fizemos, em razão disso, uma reunião em Fortaleza com todos os chefes de inteligência do Nordeste e formalizamos uma parceria dentro do Consócio Nordeste, para instalar essa rede de proteção em outros estados [do Nordeste]. Vamos implementar também o laboratório de toxicologia no setor de Polícia Técnico-Científica para enfrentarmos essas organizações criminosas, que têm alto poder financeiro e atuam em vários estados e com interface internacional. Diante da realidade, nós enviamos uma equipe da Superintendência de Riscos para a Colômbia, por que lá eles viveram isso e fizeram um enfretamento dessas facções. Nossa equipe foi lá para trazemos essa experiência e implantamos aqui”, finalizou o secretário de segurança.

Segundo dados públicos da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o estado já registrou um total de 615 assassinatos nos primeiros dez meses de 2021, o que representa uma média de 61,5 mortes por mês, ou seja, dois homicídios a cada 24 horas.




 







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